quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Curiosidade , lugares comida sutaques e etc....

Curiosidades e primeiras impressões sobre a África do Sul

Voltei da África do Sul no final de semana passado e vou dividir hoje minhas primeiras impressões sobre o país e o povo sul-africano, além de dar algumas dicas gerais. Em 15 dias de viagem passei pela Cidade do Cabo e um pedaço da Rota Jardim até Port Elizabeth. Nos últimos dias, ficamos em uma reserva para fazer safári.

Vacina da febre amarela


É obrigatória para a África do Sul! Leia no Viaje na Viagem onde tomar a vacina e como conseguir o Certificado Internacional de Vacinação. Quem não puder tomar por razões médicas, vejacomo proceder.




Tomadas


tomada na África do Sul
tomada na África do Sul, imagem do site "Guia dos Curiosos"

A tomada lá é esquisita, algumas tem interruptores, mas nem todas. Alguns aparelhos brasileiros com 2 pinos encaixam na tomada, alguns ficam pendurados, mas outros não funcionam. Meu adaptador universal não tinha essa opção de 3 pinos e nem sempre o de 2 funcionava - um problemão para carregar telefone, máquina fotográfica, tablet e etc. Aliás, todos os hotéis que fiquei tinham pouquíssimas tomadas no quarto. Falha grande!

Aeroporto de Joanesburgo


É gigante! Deixem bastante tempo para a conexão - tivemos que correr na viagem de ida para não perder a conexão para a Cidade do Cabo porque as filas para controle de passaporte e vacina estavam enormes e devagar! E ainda precisamos retirar e despachar a bagagem novamente, outra fila enorme pois a grande maioria das pessoas do vôo GRU-JNB iriam fazer a mesma conexão, mas a funcionária da companhia aérea não tinha a menor pressa. Não tive tempo nem de tirar uma foto sequer correndo no aeroporto.

Na volta com um pouquinho mais de tempo deu até para olhar umas lojinhas. A parte do embarque tem muitas lojas interessantes.

Lojas no aeroporto de Johannesburg
Essa é uma das principais lojas de souvenirs do país, encontrei várias pela viagem

Lojas no aeroporto de Johannesburg



Sacolas Plásticas


São praticamente inexistentes em lojas - eles colocam tudo em sacos de papel, tipo saco de pão. É chato de carregar, mas melhor para o meio ambiente. No supermercado eles cobram centavos pela sacola plástica e a caixa ainda perguntou se eu tinha certeza que queria mesmo, mas eu não tinha opção, era muita coisa para colocar na bolsa! Teve um hotel que até o lixo do banheiro era com um saco desses.


Safári


Até eu que não gosto de animais gostei de fazer safári, mas acordar cedo é a pior parte. É um ótimo exercício para os glúteos rs. Cinco foi de bom tamanho, mais do que isso acho que seria enjoativo. Abaixo estão algumas fotos que publiquei no Instagram do blog(aliás, vocês já seguem?).

guepardos
guepardos

zebras
zebras

girafas
girafas

elefante
elefante

búfalo
búfalo

leão rugindo
leão rugindo

leão
leão

Vinhos

Os vinhos sul-africanos são ridiculamente baratos, até em restaurantes! Era comum encontrar vinhos bons em média de 12 a 20 dólares nas vinícolas e de 15 a 25 dólares nos restaurantes. O que eu mais gostei custava só 4 dólares (na vinícola)! Um dos brancos que o pessoal queria comprar de caixa custava uns 8 dólares (também na vinícola)!

Vinícola Groot Constantia
Vinícola Groot Constantia

Vinícola Groot Constantia
Vinícola Groot Constantia


Cidade do Cabo


Gostei mais do que esperava. Gostei muito de me hospedar no Victoria & Alfred Waterfront (mais detalhes em outro post). Me senti mais na Europa do que na África (exceto na feirinha da Greenmarket Square), muuuita gente loira e falando africâner, alemão, francês, etc - muitos turistas.  O primeiro transplante de coração foi realizado na cidade, em 1967 por Chris Barnard. Cidade do Cabo deveria mudar de nome e chamar "Cidade do Vento" porque nunca vi um lugar que ventasse tanto!!!!

Castelo da Boa Esperança
Castelo da Boa Esperança

Victoria & Alfred Waterfront
Victoria & Alfred Waterfront

Cidado do Cabo vista da Table Mountain (ou Montanha da Mesa)
Cidado do Cabo vista da Table Mountain (ou Montanha da Mesa)

Venda de bebidas alcóolicas


É proibida antes das 9h da manhã e depois das 19h em supermercados e lojas de bebidas. Descobrimos tentando comprar vinhos no supermercado à noite. A rede "Pick n Pay" tem bastante opções baratas. É proibido beber na praia.

Serviço


Na maioria dos lugares, é bem devagar. Teve até uma loja que tinham 2 meninas atendendo no caixa, mas elas só passavam um cliente por vez, e na maior lerdeza... Haja paciência! A única hora que eram rápidos, era para retirar copos, pratos, talheres, etc da mesa. Aliás nessa hora, eram rápidos até demais! Tiravam pratos sem as pessoas acabarem de comer. Às vezes, você tinha acabado de colocar a última garfada na boca e não tinham nem engolido ainda e já tinha um garçom tirando o seu prato! Em qualquer bobeada rápida, você perdia o último gole da sua bebida, aquele que você estava guardando para depois da sobremesa rs.

Café-da-manhã e Jantar


Serviam queijo ralado no café-da-manhã na maior parte dos hotéis. Para que??? Pelo menos, matei a saudade da batata que comia direto nos Estados Unidos (foto abaixo). O jantar é bem cedo por lá, às 21h30 os restaurantes já estão vazios. Experimentei várias carnes diferentes como o avestruz e o kudu abaixo, mas não fiquei fã de nenhuma. Levem em consideração que não sou nenhuma referência no assunto "carne" porque não gosto muito.

hash browns
Foto do site Go Bake Yourself

churrasco de avestruz
churrasco de avestruz

carpaccio de kudu
carpaccio de kudu

Loja de souvenirs


Os itens a venda eram muito repetitivos, basicamente tudo igual nas lojas, mas fiquei impressionada com a quantidade de roupas de criança!! A variedade era muito maior do que as camisetas para adultos, por exemplo e muito maior do que nesse mesmo tipo de loja em qualquer outro país que já visitei.

Sotaque


Tinha esquecido como africanos em geral tem um sotaque forte falando inglês. Me lembraram muito meus amigos do Kenya, Zimbabwe, África do Sul e Uganda do meu intercâmbio nos Estados Unidos. 

Dirigindo do lado "errado"


Eles seguem a mão inglesa e mesmo já tendo visitado a Inglaterra, eu não me acostumei. Nem com a porta do ônibus do lado contrário! E quando entravam em rotatórias? Sempre dava um friozinho na barriga, porque a impressão é que o motorista tinha entrado na contramão! Eu não gosto de dirigir nem no Brasil, lá então eu não me arriscaria mesmo!

Língua Xhosa


tribo xhosa faz vários sons interessantes, parecendo um estalo ou um clique, para falar. Por exemplo o nome "xhosa" se pronuncia mais ou menos como algo entre "closa" e "tosa", praticamente impossível de imitar.

South African Airways


O avião até é espaçoso, mas o serviço é lento demais!! Entre a comida e a bebida, você tinha que esperar mais ou menos meia hora!!! Simplesmente porque os comissários não tinham terminado de servir a comida ainda! Os assentos tem aquele velho problema para as baixinhas: o encosto para a cabeça fica empurrando a nossa para baixo e dá muita dor no pescoço!

vôo da South African Airways

vôo da South African Airways


Conhecimento sobre a África do Sul


Definitivamente é uma falha nas escolas brasileiras. A gente sabe muito pouco! Eu lembrei muito das professoras de História do colégio que sempre começavam o ano por Europa, Brasil, Estados Unidos, Oriente Médio e sempre tinham que correr no final do ano para dar bem por cima as explicações sobre Ásia e mais ainda África (exceto Egito que era bem no comecinho)!

A gente ouve falar muito no Cabo da Boa Esperança (antes chamado de Cabo das Tormentas) e pensa que é ali a divisão entre o Oceano Atlântico e o Índico, mas não é!!!! Na verdade, fica no Cabo Agulhas não muito longe dali, como vocês podem ver nos mapas abaixo.

mapa da África do Sul
Imagem deste site

mapa da África do Sul - Cabo da Boa Esperança e Cabo Agulhas
Imagem deste site






Nome:Ana Paula Berbel.        N° 08.     3°A

Cultura Africana

LRitos Africanos
A África é um continente de grande diversidade cultural que se vê fortemente ligada à cultura brasileira. Os africanos prezam muito a moral e acreditam até que esta é bem semelhante à religião. Acreditam também que o homem precisa respeitar a natureza, a vida e os outros homens para que não sejam punidos pelos espíritos com secas, enchentes, doenças, pestes, morte etc. Não utilizavam textos e nem imagens para se basearem, mas fazem seus ritos a partir do conhecimento repassado através de gerações antigas.
Seus ritos são realizados em locais determinados com orações comunitárias, danças e cantos que podem ser divididos em: momentos importantes da vida, integração dos seres vivos e para a passagem da vida para a morteSua influência na formação do povo brasileiro é vista até os dias atuais. Apesar do primeiro contato africano com os brasileiros não ter sido satisfatório, esses transmitiram vários costumes como:
- A capoeira, que foi criada logo após a chegada ao Brasil na época da escravização como luta defensiva, já que não tinham acesso a armas de fogo;
- O candomblé, que também marca sua presença no Brasil, principalmente no território baiano onde os escravos antigamente eram desembarcados;
- A culinária recebeu grandes novidades africanas, como o leite de coco, óleo de palmeira, azeite de dendê.




NOME :ANA PAULA BERBEL.     N° 08. 3° A

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

cultura da África reflete a sua antigahistória e é tão diversificada como foi o seu ambiente natural ao longo dosmilénios. África é o território terrestre habitado há mais tempo, e supõe-se que foi neste continente que a espéciehumana surgiu; os mais antigos fósseisde hominídeos encontrados na África (Tanzânia e Quênia) têm cerca de cinco milhões de anos. O Egito foi provavelmente o primeiro estado a constituir-se na África, há cerca de 5000 anos, mas muitos outros reinosou cidades-estados se foram sucedendo neste continente, ao longo dos séculos (por exemplo, Axum, oGrande Zimbabwe). Para além disso, a África foi, desde a antiguidade, procurada por povos em outros continentes, que buscavam as suas riquezas.
Escultura Yombe(Louvre, Paris)
O continente africano cobre uma área de 30 221 532 de quilômetros quadrados, um quinto da área terrestre da Terra, e possui mais de 50 países. Suas características geográficas são diversas e variam de tropical úmido ou floresta tropical, com chuvas de 250 a 380 centímetros a desertos. O monte Kilimanjaro (5895 metros de altitude) permanece coberto de neve durante todo o ano enquanto o Saara é o maior deserto da Terra. A África possui uma vegetação diversa, variando de savana, arbustos de deserto e uma variedade de vegetação crescente nas montanhas bem como nas florestas tropicais e tropófitas.
Como a natureza, os atuais 922 011 000 habitantes da África evoluíram um ambiente cultural cheio de contrastes e que possui várias dimensões. As pessoas através do continente possuem diferenças marcantes sob qualquer comparação: falam um vasto número de diferentes línguas, praticam diferentes religiões, vivem em uma variedade de tipos de habitações e se envolvem em um amplo leque de atividades econômicas.

Ana Paula Berbel.    N° 08

terça-feira, 9 de setembro de 2014

*Esperança*

Apesar de toda Miséria , Fome , Doença na África,  
eles não perdem a esperança, e ainda 
conseguem estampar um sorriso no rosto (':

 






Layssa Feliciano n° 29




Para entender mais (C.A. Vol 2 Página 28)

A partilha da África

No fim do século 19, países europeus repartiram o continente africano entre si e o exploraram durante quase 100 anos. Os invasores se foram, mas deixaram os efeitos nefastos de sua presença


Ao encerrar a Conferência de Berlim, em 26 de fevereiro de 1885, o chanceler alemão Otto von Bismarck inaugurou um novo – e sangrento – capítulo da história das relações entre europeus e africanos. Menos de três décadas após o encontro, ingleses, franceses, alemães, belgas, italianos, espanhóis e portugueses já haviam conquistado e repartido entre si 90% da África – ou o correspondente a pouco mais de três vezes a área do Brasil. Essa apropriação provocou mudanças profundas não apenas no dia-a-dia, nos costumes, na língua e na religião dos vários grupos étnicos que viviam no continente. Também criou fronteiras que, ainda hoje, são responsáveis por tragédias militares e humanitárias.
O papel da conferência, que contou com a participação de 14 países, era delinear as regras da ocupação. “A conferência não ‘dividiu’ a África em blocos coloniais, mas admitiu princípios básicos para administrar as atividades européias no continente, como o comércio livre nas bacias dos rios Congo e Níger, a luta contra a escravidão e o reconhecimento da soberania somente para quem ocupasse efetivamente o território reclamado”, afirma Guy Vanthemsche, professor de História da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, e do Centro de Estudos Africanos de Bruxelas.
A rapidez com que a divisão se deu foi conseqüência direta da principal decisão do encontro, justamente o princípio da “efetividade”: para garantir a propriedade de qualquer território no continente, as potências européias tinham de ocupar de fato o quinhão almejado. Isso provocou uma corrida maluca em que cada um queria garantir um pedaço de bolo maior que o do outro. “Em pouco tempo, com exceção da Etiópia e da Libéria, todo o continente ficou sob o domínio europeu”, diz a historiadora Nwando Achebe, da Universidade Estadual do Michigan. A Libéria, formada por escravos libertos enviados de volta pelos Estados Unidos, havia se tornado independente em 1847. Na Etiópia, a independência foi garantida depois da Conferência de Berlim, com a vitória do exército do imperador Menelik II sobre tropas italianas na batalha de Adwa, em 1896.
O interesse europeu pela África vinha de muito tempo antes da conferência. No século 15, os portugueses já haviam chegado aos arquipélagos de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, iniciando sua ocupação do continente (que depois se estendeu a Angola e Moçambique). Os britânicos ocuparam partes da atual África do Sul, do Egito, do Sudão e da Somália no século 19. No mesmo período, os franceses se apoderaram de parte do Senegal e da Tunísia, enquanto os italianos marcavam presença na Eritréia desde 1870. Em 1902, França e Inglaterra já detinham mais de metade do continente.
Tiros e mentiras
A ocupação não se deu somente com a força das armas de fogo, que eram novidade para muitos dos povos subjugados. A trapaça foi largamente usada para a conquista e manutenção dos territórios. O rei Lobengula, do povo Ndebele, é um exemplo: assinou um contrato em que acreditava ceder terras ao magnata britânico Cecil Rhodes em troca de “proteção”. O problema é que o contrato firmado pelo rei não incluía a segunda parte do trato. O monarca nem percebeu, pois era analfabeto e não falava inglês. Apesar dos protestos de Lobengula, que acreditava que a palavra valia alguma coisa entre os recém-chegados, o governo da Inglaterra se fez de desentendido. Apoiou a exploração do território Ndebele, no atual Zimbábue, de onde Rhodes tirou toneladas de ouro.
O mais famoso entre os trapaceiros, no entanto, foi o rei Leopoldo II, que conseguiu passar a perna em africanos e europeus. Soberano de um pequeno país, a Bélgica, não tinha recursos nem homens para ocupar grandes territórios. Por isso, criou associações que se apresentavam como científicas e humanitárias, a fim de “proteger” territórios como a cobiçada foz do rio Congo. “Graças a hábeis manobras diplomáticas, ele conseguiu obter o reconhecimento, por todas as potências da época, de um ‘Estado Livre do Congo’, do qual ele seria o governante absoluto”, afirma o professor Vanthemsche. Leopoldo dominou com mão de ferro o Congo, usando métodos violentos para conseguir extrair o máximo que pudesse para aumentar sua riqueza pessoal.
Mas o principal método utilizado pelos europeus foi o bom e velho “dividir para dominar”. A idéia era se aproveitar da rivalidade entre dois grupos étnicos locais (ou criá-la, se fosse inexistente) e tomar partido de um deles. Com o apoio do escolhido, a quem davam armas e meios para subjugar os rivais, os europeus controlavam a população inteira. “Pode-se dizer que todas as potências conduziam a conquista da mesma forma: através da força bruta, dividindo para dominar e usando soldados que eram principalmente africanos e não europeus”, diz Paul Nugent, professor de História Africana Comparada e diretor do Centro de Estudos Africanos da Universidade de Edimburgo, na Escócia.
O método usado pelos colonizadores provocou tensões que até hoje perduram, pois transformou profundamente as estruturas sociais tradicionais da África. “Formações de grupos flexíveis e cambiantes foram mudadas para ‘estruturas étnicas’ bastante rígidas”, afirma Vanthemsche. O exemplo mais extremo dessa fronteira imaginária criada pelos europeus é o de tutsis e hutus, de Ruanda. Os tutsis foram considerados de “origem mais nobre” pelos colonizadores (primeiro alemães, depois belgas), e os hutus foram colocados em posição de inferioridade. Os tutsis mantiveram o poder mesmo após a saída dos belgas. Em 1994, 32 anos após a independência de Ruanda, cerca de 1 milhão de pessoas morreram no conflito em que os detentores do poder foram perseguidos pelos até então marginalizados hutus.
As fronteiras territoriais também foram delineadas sem respeitar a disposição da população local, com base nos interesses dos europeus. “Eles recorriam a noções arbitrárias como latitude, longitude, linha de divisão das águas e curso presumível de um rio que mal se conhecia”, afirma o historiador Henri Brunschwig em A Partilha da África Negra. E essas fronteiras ainda sobrevivem. Segundo o geógrafo francês Michel Foucher, cerca de 90% das atuais fronteiras na África foram herdadas do período colonial. Apenas em 15% delas foram levadas em consideração questões étnicas. Há ainda mais de uma dezena de fronteiras a serem definidas, segundo Foucher.
O Saara Ocidental é o único caso de território africano que ainda não conseguiu a independência. Em 1975, depois de décadas explorando o fosfato da região, a Espanha o abandonou. No mesmo ano, o Marrocos invadiu o país. Houve resistência, e a guerra durou até 1991. Desde então, a Organização das Nações Unidas tenta organizar um referendo para que a população decida se quer a independência ou a anexação pelo Marrocos.
Para os países africanos, ver-se livre dos europeus não significou uma melhoria de sua situação. Ao contrário: em muitos lugares, a independência provocou guerras ainda mais sangrentas, que contaram com a participação das antigas metrópoles coloniais. Um exemplo é a Nigéria. Seis anos após a independência do país, em 1960, os ibos, que haviam adotado o cristianismo, declararam a secessão do território nigeriano de Biafra. Foram apoiados por franceses e portugueses, interessados nas ricas reservas de petróleo da região. Os hauçás e fulanis, muçulmanos que dominavam o cenário político do país, lutaram pela unidade apoiados pelos ingleses. O resultado foi uma guerra civil em que quase 1 milhão de nigerianos morreram, a grande maioria de fome – até hoje o país é palco de embates religiosos e políticos.
Na marra
Não se sabe exatamente quantos grupos étnicos havia na África quando os colonizadores chegaram, mas acredita-se que fossem por volta de mil. “O que sabemos sugere que as formações políticas e grupais eram muito mais fluidas e a variação lingüística era muito maior do que na era colonial”, diz o historiador Keith Shear, do Centro de Estudos Africanos Ocidentais da Universidade de Birmingham. Línguas foram adotadas em detrimento de outras, o que provocou o nascimento de elites. “A chegada de missionários e a introdução de escolas formais fizeram com que dialetos específicos fossem selecionados para traduzir a Bíblia. Estabeleceram-se ortografias oficiais, provocando homogeneidade lingüística”, afirma Shear. Os que falavam a língua do grupo majoritário tiveram mais facilidades num governo centralizado e dominado por uma só etnia.
Se por um lado alguns dialetos desapareceram, o mesmo não ocorreu com a diversidade étnica. “Grupos étnicos não foram eliminados durante o domínio colonial, apesar de os alemães terem tentado realizar o primeiro genocídio na Namíbia”, diz Paul Nugent. Teria sido possível, inclusive, o surgimento de outros povos. “Muitos historiadores defendem a tese de que novos grupos foram criados durante o período colonial, pois as pessoas começaram a se autodefinir de novas formas. Por exemplo: os ibos da Nigéria e os ewes de Gana e do Togo apenas passaram a se denominar desse modo durante o período entre as duas Grandes Guerras Mundiais”, afirma Nugent.
A colonização comprometeu duramente o desenvolvimento da África. Hoje o continente abriga boa parte dos países mais pobres do planeta. “No plano político, o legado do colonialismo inclui a tradição de administração de cima para baixo, a persistência de burocracias que fornecem poucos serviços e um baixo senso de identidade e interesse nacional. Os Estados são geralmente fracos, ineficientes e brutais”, diz Shear. “Economicamente, o colonialismo produziu, em sua maior parte, economias dependentes, monoculturistas e não integradas, que atendem prioridades externas e não internas.”
A situação atual dos países africanos pode ser atribuída à pressa que os colonizadores tiveram em transformar a realidade local. Isso fez com que o continente pulasse etapas importantes. “O maior problema é que, em apenas algumas décadas, as sociedades tradicionais africanas foram lançadas em uma situação totalmente desconhecida. Você não pode criar um sistema capitalista e Estados democráticos de um dia para outro, em poucas gerações. As próprias sociedades tradicionais européias precisaram de séculos para chegar a esse resultado”, diz Guy Vanthemsche. Essa chance nunca foi dada aos africanos.

Layssa Feliciano n° 29

Caderno do Aluno paginá 28

Operações de paz da ONU em África


No decurso da presente década, 
o declínio do número de 
conflitos violentos em África foi 
acompanhado de um aumento 
do número de missões de paz 
no continente. Apesar de não 
constituir uma relação de causa-efeito, 
o aumento das missões internacionais, 
em número e tamanho, sugere, por um 
lado, o reconhecimento da legitimidade 
e relevância das Nações Unidas enquanto 
altor de segurança global e, por outro lado, 
a necessidade de respostas internacionais 
concertadas para fazer face à complexidade 
dos conflitos atuais.

FACTOS E DADOS
• Em 2008, existiam 19 operações de paz em África, com um total de 78.975 efectivos. Este nú-
mero de efectivos representa um aumento de 14% em relação a 2007 e de 400% desde 1999.
• Aproximadamente um terço das operações de paz no mundo está localizado em África.
• Cerca de metade das operações de paz em África são actualmente conduzidas pela ONU. Esta
é também a organização que possui mais efectivos em missões de paz no continente, seguida
da União Africana.
• 70% do total de pessoal deslocado pela ONU foi destinado às missões de paz em África, embora
os destacamentos em 2008 tenham fi cado 21% abaixo dos níveis autorizados para as missões
de paz naquele continente.
• África conta igualmente com as maiores missões: cinco das nove operações de paz da ONU
com mais de 5.000 efectivos estão localizadas no continente africano.
• África e Ásia são os dois continentes que fornecem mais efectivos para as missões da ONU em
África: em 2008, 43% do pessoal destacado nestas missões foi proveniente de países africanos
e 42% de países asiáticos.
• Apesar de o custo total das missões de paz das Nações Unidas no Mundo estar estimado
em cerca de 7,75 mil milhões de dólares, em 2009, isso representa menos de 1% dos gastos
militares globais

MISSÕES DA ONU EM ÁFRICA
Missões de manutenção da paz
MINURCAT – Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana e Chade, Setembro de 2007
Enquadramento legal: Resolução 1778; missão em concertação com a União Europeia
Efectivos: 2.637 (dos quais 2.368 tropas)
Baixas: 2
Orçamento aprovado: US$690,75 milhões (Julho 2009 - Junho 2010)
UNAMID – Força Híbrida Nações Unidas /União Africana no Darfur, Julho de 2007 (iniciada em 31 Dezembro, 2007)
Enquadramento legal: Resolução 1769, missão conjunta com a União Africana
Efectivos: 18.810 (dos quais 14.659 tropas)
Baixas: 43
Orçamento aprovado: US$1.598,94 milhões (Julho 2009 - Junho 2010)
UNMIS – Missão das Nações Unidas no Sudão, Março de 2005
Enquadramento legal: Resolução 1590
Efectivos: 9.723 (dos quais 8.545 tropas)
Baixas: 47
Orçamento aprovado: US$958,35 milhões (Julho 2009 - Junho 2010)
UNOCI – Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim, Fevereiro de 2004
Enquadramento legal: Resolução 1528, no seguimento de Missão da CEDEAO
Efectivos: 8.385 (dos quais 7.027 tropas)
Baixas: 60
Orçamento aprovado: US$491,77 milhões (Julho 2009 - Junho 2010)
UNMIL – Missão das Nações Unidas na Libéria, Setembro de 2003
Enquadramento legal: Resolução 1509, no seguimento de Missão da CEDEAO
Efectivos: 11.516 (dos quais 10.046 tropas)
Baixas: 139
Orçamento aprovado: US$561 milhões (Julho 2009 - Junho 2010)
MONUC – Missão de Organização das Nações Unidas na R. D. Congo, Novembro de 1999
Enquadramento legal: Resolução 1291
Efectivos: 18.638 (dos quais 16.844 tropas)
Baixas: 149
Orçamento aprovado: US$1.350,00 milhões (Julho 2009 - Junho 2010)
MINURSO – Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sara Ocidental, Setembro de 1991
Enquadramento legal: Resolução 690
Efectivos: 242 (dos quais 20 tropas)
Baixas: 15
Orçamento aprovado: US$53,53 milhões (Julho 2009 - Junho 2010)





Layssa Feliciano n° 29





O continente africano é um dos que mais sofreram na história e tudo isso aconteceu por conta dos países europeus que invadiram as terras, nesse período os jovens do país foram muito judiados e por isto cresceram com mentalidade de sofrimento passando isso para os seus filhos e até poucos anos atrás ainda sofriam com as leis do país, depois sofrerem muito eles conseguiram a independência e hoje em dia desta maneira podem fazer as coisas com livre e espontânea vontade crescendo cada vez mais. Com reflexo das mudanças que vem acontecendo no país eles puderam alcançar a copa do mundo e no ano de 2010 eles sediam o evento de maneira que todos os países estão hospedados em seus hotéis para assistir os jogos de suas seleções, para a copa acontecer foram investidos milhões de dólares na construção de novas arenas e entre todos os estádios da copa o que mais chamou atenção foi o ninho de pássaro que foi todo baseado na casa de um pássaro típico da região, outros estádios contam com algumas referencias ao país como estruturas de ferros para lembrarem um animal da região assim às pessoas que passarem por lá já mais vão se esquecer do que viram e essa copa será única em todo o mundo.


Bárbara Stela n° 10