segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Fatores demográficos e ambientais favorecem vírus emergentes que ameaçam humanos.


Vírus com os da Aids, da Sars, do H1N1 e do ebola ocupam com frequência as primeiras páginas dos jornais, impulsionados pela pressão demográfica, pelas mudanças climáticas e por fenômenos migratórios.
“As doenças virais emergentes estão em ascensão, principalmente por causa da densidade e da mobilidade das populações”, resumiu Arnaud Fontanet, encarregado da unidade de Epidemiologia das Doenças Emergentes do Instituto Pasteur, em Paris.
A opinião do especialista é compartilhada por Jean-François Delfraissy, diretor da Agência Nacional de Pesquisas sobre a Aids, que destaca que os vírus emergentes “chegam, fundamentalmente, dos países do sul, ou seja, da Ásia ou da África” e sua propagação para o resto do mundo é facilitada pelas viagens de avião.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 154 novas doenças virais foram descobertas entre 1940 e 2004, das quais três quartos são infecções transmitidas do animal para o ser humano (zoonoses). Este foi o caso do vírus da Aids, transmitido aos homens pelos chimpanzés na África, provocando uma das epidemias mais mortais dos últimos cinquenta anos, que já deixou 40 milhões de mortos.
As doenças emergentes também podem ser causadas por “mutações ou recombinações virais”, observadas particularmente nos vírus da gripe.
- Reserva animal – Um vírus pode, finalmente, “emergir” em uma região onde até então estava ausente porque as doenças e os animais atravessaram fronteiras e alcançaram populações não imunizadas, tornando-se, assim, mais virulentas: o melhor exemplo continua sendo o do vírus do Nilo Ocidental, transmitido pelos mosquitos.
Isolado em 1937 em Uganda e detectado depois no Oriente Médio nos anos 1950, o vírus chegou em 1999 na América do Norte, onde se propagou rapidamente, deixando centenas de vítimas, geralmente falecidas por meningite ou encefalite.
Antes de atacar o ser humano, os vírus podem permanecer muito tempo confinados em uma reserva animal, geralmente aves selvagens ou morcegos, destacou Fontanet.
Para ir mais longe, precisam de “hospedeiros intermediários” mais próximos do homem, como o porco, as aves de criação ou os mosquitos, além de condições favoráveis.
Flavio nº18

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